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quarta-feira, 25 de junho de 2008

UM POUCO DE HISTÓRIA


Diz o antigo verbete constante da última obra: "ITAPEVI (do tupi, itá-peb'y), Rio das itapevas, rio das lajes, das pedras chatas, de itá-peba (pedra chata, laje) e 'y (rio, águas)". A formação do pequeno vilarejo, começou por volta de no século XVIII, existindo no município uma casa bandeirista construída por volta de meados de 1720. A família mais antiga, provavelmente, é a dos Abreu. Em 10 de julho de 1875 foi inaugurada a Estação de Cotia da Estrada de Ferro Sorocabana (EFS), em torno da qual se formou o núcleo central de Itapevi. Na verdade, não passada de uma parada, uma pequena plataforma coberta de telhas. Em 1895, o italiano Giulio Michaeli abriu uma pedreira para a produção de paralelepípedos, atraindo famílias de imigrantes italianos, como os Belli, Michelotti e Silicani. Por volta de 1910, Joaquim Nunes Filho, o "Nhô Quim", de Cotia, adquiriu o Sítio Itapevi, com 152 alqueires, que cobria todo o atual centro da cidade, e tornou-se chefe político local, por suas ligações com o antigo PRP (Partido Republicano Paulista). Ele conseguiu, por exemplo, a elevação do vilarejo a distrito de Cotia, em 12 de outubro de 1920; a energia elétrica (1929); e a instalação do primeiro telefone (1930). Apesar disso a referência da cidade ainda continuava sob o nome de estação Cotia tirando a possibilidade de identificação própria do local. Em 1940 chegava em Itapevi o empresário Carlos de Castro que adquiriu de Joaquim Nunes vasta gleba de terra, dando origem ao loteamento do Parque Suburbano e Jardim Bela Vista. Foi a partir daí que se acelerou o processo de urbanização do local. Com a estação ainda com o nome de Cotia e a própria sede do município chamada de Vila Cotia, criava-se enormes confusões notadamente ao serviço de correios e telegramas para que as correspondências e pessoas localizassem os endereços em Itapevi. Em 1945, Carlos de Castro conseguiu com o então ministro João Alberto que a estação tivesse seu nome alterado para Itapevi, com festa para a população. A partir daí e já dentro de um espírito emancipacionista presente por toda região, integrantes da sociedade da época iniciaram o movimento de autonomia do distrito, fazendo a população se empenhar em massa no processo. Seus idealizadores eram homens como o próprio Carlos de Castro, Américo Christianini, Cezário de Abreu, Bonifácio de Abreu, Rubens Caramez, Raul Leonardo, José dos Santos Novaes e tantos outros. No plebiscito realizado em 1958, cerca de novecentas pessoas optaram pela emancipação, contra apenas trinta que não desejavam a autonomia. Naquele mesmo ano foi formalizada a lei que criava o município de Itapevi instalado oficialmente só no ano seguinte em 18 de Fevereiro de 1959. Seu primeiro prefeito foi Rubens Caramez.

2 comentários:

ELI FURTADO disse...

NA VERDADE, ESTES HERÓIS QUE HOJE TEMOS NAS PLACAS DE RUAS E AVENIDAS, NADA MAIS FORAM DO QUE LATIFUNDIÁRIOS QUE GRILARAM TERRAS, PROVAVELMENTE DE ÍNDIOS QUE AQUI VIVIAM- COMO NOSSOS OUTROS HERÓIS, OS BANDEIRANTES. CARLOS DE CASTRO UM EMPRESARIO APARECEU POR AQUI COM UMA VISÃO, LOTEAR TERRAS, QUE ADQUIRIRA DE JOAQUIM NUNES, NA VERDADE, OS INTERESSES DESSES LATIFUNDIARIOS NÃO ERA DE URBANIZAR O LOCAL, MUITO MENOS DE EXPANDI-LO. TUDO NÃO PASSOU DE UM CONGLOMERADO DE PESSOAS QUE LOTAVAM AS SUPER-METROPOLIS (SÃO PAULO) E TINHAM UM ESCOAMENTO PARA OUTROS SUBURBIOS, COMO CARAPICUIBA, E ITAPEVI. O EXEMPLO DISSO, DESSE ESCOAMENTO DE PESSOAS PARA ESVAZIAR A GRANDE SÃO PAULO, SÃO AS COHAB's. SIM, ELAS FORAM CRIADAS COM A VERBA DA PREFEITURA DE SÃO PAULO, PARA AJUDAR A URBANIZAR A CIDADE DE ITAPEVI? CLARO QUE NÃO, APENAS PARA DIMINUIR O A CRESCENTE DEMANDA HUMANA QUE CHEGAVA EM SÃO PAULO PRINCIPALMENTE PESSOAS MIGRANTES DO NORTE E NORDESTE DO PAÍS. OU SEJA, TODO ESSE APARATO CRIADO PELOS DOMINADORES DESTA CIDADE POBRE, SUJA, E POLITICAMENTE DESONESTA, JÁ COMEÇOU HÁ TEMPOS, DESDE QUANDO ITAPEVI AINDA ERA UM VILAREJO DE COTIA, A UNICA DIFERENÇA É QUE COTIA TEM HISTÓRIA, ITAPEVI NÃO TEM!!!!

Anônimo disse...

Esse é antigo.